Monday, February 01, 2010

Obra do artista plástico Ed. Bernardo.


"Era brabo, Virgulino Lampião, mas era, pra que negar, das fibras do coração, o mais perfeito retrato, das caatingas do sertão."

(Literatura de cordel)



BRASA NO SERTÃO


O cão de fogo

Fez a faísca

Acendeu o pavio

Alumiou o Lampião

Virgulino tocou brasa no sertão

O grande dragão alevantou-se

Sob o inclemente sol da caatinga

Espinho do mandacaru

Mandioca brava

Cabra da peste

Espingarda, sua espada

Gibão de couro, armadura

No chapéu a estrela da justiça sem lei

Samurai do Nordeste

Facínora sanguinário ?

Herói dos desvalidos ?

Robin Hood dos fracos e oprimidos ?

Lampião tocou brasa no sertão

Fez brotar o medo e a admiração

Até que cercado pelos macacos da volante

Caiu sem vida ao chão

Deixou de ser Virgulino

Virou lenda, assombração...


(Gustavo Adonias)


*Poesia registrada na Biblioteca Nacional*

2 comments:

mariliazara said...

Sempre gostei kuando prof de historia falava sobre lampião... acabo q viro lenda e assombraçao mesmo ._.

O NOVO POETA said...

grande amigo seu blog é muito bom.

e seus trabalhos dispensa comentário.

um ótimo final de semana.